Um produto pode se tornar rapidamente obsoleto, uma marca bem-sucedida é atemporal.
Por Juliana Starosky, Psicóloga da Carreira | Criadora da Metodologia STAR para Marca Executiva, Reputação e Transição de C-Levels e Lideranças | Fundadora da Starosky Consultoria | Headhunter da Carreira®
Essa frase, atribuída a David Aaker, apareceu em uma das minhas aulas sobre branding na FAAP e me fez pensar nas conversas que tenho com CEOs e executivos.

Um cargo pode mudar, uma empresa pode ser vendida, um acionista pode rever seus investimentos e uma posição que parecia segura pode deixar de existir. Mas o que permanece quando tudo isso muda?
Conversei com dois profissionais que ocupam posições importantes, um CEO e um partner de uma grande empresa. Os dois continuam trabalhando, têm experiências consistentes e entregam resultados. Ainda assim, trouxeram uma preocupação que aparece com frequência nas minhas reuniões.
Depois de tantos anos dedicados ao negócio, como o mercado enxerga o profissional que existe por trás do cargo?
Um deles me disse que estava havia tanto tempo sem olhar para o mercado que já não sabia como ele funcionava. Também comentou que havia construído relacionamentos importantes fora do Brasil, mas que essa rede não existia da mesma forma por aqui. Isso acontece. A pessoa passa anos cuidando da operação, desenvolvendo equipes, respondendo aos clientes e aos acionistas, mas não encontra tempo para olhar para si.
A questão é que a empresa pode conhecer muito bem o que você entrega, enquanto o mercado conhece apenas o seu cargo. E são coisas completamente diferentes.
Quando eu falo em marca pessoal, não estou falando de mudar a foto do LinkedIn, publicar todos os dias ou transformar a carreira em propaganda. Branding tem a ver com essência, com personalidade e com aquilo que faz as pessoas lembrarem de você quando surge determinado desafio.
Pode ser a forma como você estrutura um negócio que ainda não existe. A maneira como conduz uma negociação difícil. O cuidado com que desenvolve uma equipe. Ou a capacidade de organizar uma operação sem perder de vista as pessoas.
Tudo isso faz parte da sua marca, mas precisa ser reconhecido primeiro por você.
Eu escuto muito aquela frase “o meu resultado fala por mim”. E sempre respondo que resultado é esperado. A pergunta é outra, qual foi a sua contribuição para que aquilo acontecesse? O que você fez que talvez outra pessoa não tivesse feito da mesma forma?
Essa reflexão não deveria começar apenas quando alguém perde o emprego. Segundo a Spencer Stuart, 168 empresas do S&P 1500 trocaram de CEO em 2025, o maior número desde 2010, e quase 40% dos executivos que deixaram essas posições saíram antes de completar cinco anos no cargo. É um recorte do mercado americano, mas mostra que nem posições muito altas estão protegidas de mudanças. Spencer Stuart, transições de CEOs em 2025
Você não precisa esperar uma demissão, uma mudança no conselho ou uma frustração para começar a pensar na sua carreira. Pode continuar onde está e, ao mesmo tempo, entender melhor o seu valor, fortalecer relações e avaliar possibilidades com discrição.
Porque o cargo pertence à empresa. A sua marca, a sua forma de trabalhar e a confiança que você construiu pertencem a você.
É isso que permanece quando o resto muda.
Quem sou
Sou Juliana Starosky, Psicóloga da Carreira | Criadora da Metodologia STAR para Marca Executiva, Reputação e Transição de C-Levels e Lideranças | Fundadora da Starosky Consultoria | Headhunter da Carreira®.
Até o próximo artigo!
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Fontes & Referências:
Aaker, David. Referência apresentada em aula de Branding na FAAP. A formulação específica da frase utilizada não teve sua autoria confirmada em publicação original.
Spencer Stuart. 2025 S&P 1500 CEO Transitions, Behind the CEO Moment. Estudo sobre transições de CEOs em empresas do índice S&P 1500. Acesse a pesquisa completa.





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