Sua empresa é lembrada pelo que diz ou pela forma como trata as pessoas?
- Juliana Starosky

- há 11 minutos
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Uma empresa apresenta seus valores, divulga campanhas sobre bem-estar e afirma que valoriza as pessoas. Mas o que acontece quando um profissional participa de várias entrevistas e não recebe retorno? Ou quando uma liderança dedicada é desligada sem uma conversa adequada?
Essas situações não ficam restritas a quem passou por elas. Chegam às equipes, circulam entre profissionais e influenciam a percepção do mercado.

Marca empregadora não é apenas comunicação. É a experiência de quem conhece a empresa por dentro.
Recentemente, acompanhamos situações em que executivos foram convidados para processos seletivos longos, apresentaram propostas e discutiram caminhos para o negócio. Depois, não receberam nenhuma explicação sobre a continuidade do processo.
Em outros casos, profissionais que dedicaram anos à mesma organização enfrentaram desligamentos apressados, sem orientação ou reconhecimento pela contribuição que ofereceram.
Não é necessário mencionar empresas. O mercado identifica esses comportamentos e guarda memória deles.
O impacto, porém, não é apenas reputacional.
A SHRM estima que substituir um profissional pode custar entre 50% e 200% de seu salário anual, dependendo da função e do nível de responsabilidade. Para uma posição com remuneração de R$ 30 mil mensais, isso pode representar, como referência, entre R$ 180 mil e R$ 720 mil. SHRM, The Myth of Replaceability
O valor não envolve somente a contratação. Inclui tempo de reposição, projetos interrompidos, sobrecarga das equipes e perda de conhecimento.
A liderança também ocupa um lugar importante nessa conta. Segundo a Gallup, gestores respondem por 70% da variação no engajamento das equipes. Quando uma empresa mantém comportamentos inadequados porque determinada liderança entrega resultados, o custo pode aparecer na rotatividade, nos afastamentos e na queda de produtividade. Gallup, How to Improve Employee Engagement in the Workplace
No relatório global de 2026, a Gallup identificou que apenas 20% dos profissionais estavam engajados em 2025. O baixo engajamento foi associado a aproximadamente US$ 10 trilhões em perdas de produtividade na economia mundial. Gallup, State of the Global Workplace 2026
Existe também uma consequência sobre a capacidade de contratação. O LinkedIn informa que três em cada quatro profissionais consideram a reputação do empregador antes de se candidatar. Isso significa que a forma como uma empresa trata pessoas hoje pode influenciar quem aceitará conversar com ela amanhã. LinkedIn, 7 Ways to Reduce Your Time to Fill
A vantagem de fazer diferente aparece em números. Uma meta-análise da Gallup identificou que equipes mais engajadas apresentam, em comparação com equipes menos engajadas, 23% mais lucratividade e 18% mais produtividade em vendas. Gallup, Q12 Meta-Analysis
Na prática, cuidar da marca empregadora significa conduzir entrevistas com respeito, apoiar o RH, preparar lideranças, reconhecer contribuições e tratar desligamentos com responsabilidade.
A reputação de uma empresa não se forma somente pelo que ela comunica. Ela se forma pela experiência que deixa nas pessoas.
E essas pessoas continuam falando depois que a relação termina.
Starosky Consultoria | Carreira, marca e reputação para empresas e lideranças que reconhecem o valor das pessoas.
Fontes & Referências
SHRM, custo da substituição de profissionais
Gallup, influência da liderança no engajamento
Gallup, relatório global sobre engajamento em 2026
LinkedIn, marca empregadora e contratação
Gallup, engajamento, lucratividade e produtividade




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