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O CEO não pode ser mais invisível.

  • Foto do escritor: Juliana Starosky
    Juliana Starosky
  • há 10 horas
  • 5 min de leitura

Reputação, LinkedIn e o novo centro de poder da liderança executiva.


Por Juliana Starosky Psicóloga de Carreira C-Level & Executivos | Fundadora da Starosky Consultoria | Especialista em Marca Pessoal, Reputação e decisões sob pressão | Autora da Headhunter da Carreira®


Durante mais de 20 anos acompanho decisões de alta liderança de perto. Desde 2005 utilizo o LinkedIn como a melhor plataforma para encontrar CEOs, C-Levels e Gerentes Executivos, quando a plataforma ainda era um território essencialmente executivo, em inglês, e você só fazia parte dela através de um convite. Ao longo dos anos, vi conselhos mudarem, mercados colapsarem, executivos de grande valor perderem espaço, não por incompetência, mas por ausência de posicionamento estratégico.


Hoje, como Psicóloga de Carreira especializada em C-Levels, observo um padrão silencioso e recorrente: o CEO continua sendo cobrado por resultado, mas o mercado passou a julgá-lo também por presença, clareza pública e consistência reputacional.

E essa é a nova dor que alguns se tornaram consciente dela e outros ainda vivem na cegueira.


O CEO moderno vive sob três pressões simultâneas: entregar performance, sustentar cultura e proteger reputação. A exposição aumentou, o tempo de reação diminuiu e a tolerância a ruído evaporou.


Não se trata mais apenas de liderar a empresa. Trata-se de representar publicamente aquilo que ela significa. 


O dado que muda o jogo


Segundo a pesquisa da Weber Shandwick, 45% da reputação corporativa está diretamente associada à imagem do CEO. Esse número não fala sobre ego, mas sobre governança.

Quando quase metade da percepção institucional de uma empresa depende da imagem do líder, estamos falando de valuation, confiança de investidores, atração de talentos e estabilidade estratégica.

E o ambiente digital se tornou o principal campo onde essa reputação é construída.


O LinkedIn como arena central da liderança executiva

O LinkedIn consolidou-se como o maior ecossistema profissional do mundo. Não é uma rede social comum. É infraestrutura de reputação.

Dados de mercado indicam que:


  • 77% dos compradores preferem fazer negócios com empresas cujos líderes são ativos nas redes profissionais.

  • 87% dos membros de comitês executivos das grandes empresas estão no LinkedIn.

  • 98% dos CEOs das Fortune 500 possuem presença ativa na plataforma.


Nos últimos anos, o próprio LinkedIn passou a reconhecer líderes como Top Voices, destacando CEO´s (e posso dizer que foram 80% dos Top Voices escolhidos) que contribuem com leitura estratégica consistente. Não se trata de autopromoção, postar qualquer coisa, mas sim de ter curadoria de relevância como marca que representa um negócio de valor e pessoas (colaboradores e clientes). 


Acredito genuinamente que o LinkedIn é hoje o melhor território para fortalecer simultaneamente a marca do líder e a marca da empresa, desde que haja autenticidade, consistência e direção estratégica. Sem isso, a exposição perde seu objetivo e vira vantagem competitiva e mais sobre Ego e Vaidade.


O que os conselhos estão observando

O relatório Route to the Top 2025, da Heidrick & Struggles, analisou 1.232 CEOs em 27 mercados globais e apontou uma tendência clara: conselhos estão avaliando cada vez mais capacidade de comunicação, influência e construção de confiança, não apenas histórico técnico. 

Publicações como a Harvard Business Review vêm discutindo a centralidade da comunicação executiva como parte da estratégia corporativa. 


Discussões no World Economic Forum reforçam que a liderança contemporânea exige posicionamento claro em um ambiente de instabilidade geopolítica, pressão por ESG real e transformação digital acelerada. 

O cenário é inequívoco: o CEO deixou de ser apenas gestor de resultado. Tornou-se gestor de percepção e todos estão com o olhar sobre ele - do conselho, funcionário, clientes, headhunters e concorrentes de mercado. 

A dor real do CEO


O que poucos falam é sobre a solidão decisória. Quanto maior o cargo, menor o espaço para erro público e percebo isso aqui quando CEO´s vem procurar a Starosky Consultoria para trabalhar a sua Marca Pessoal, começando a olhar para dentro de si e depois comunicar para fora. Eles sabem que, quanto maior a exposição, maior o impacto reputacional de cada palavra.


Muitos CEOs ainda acreditam que posicionamento é algo opcional. Mas a ausência também comunica. Se o líder não constrói quem verdadeiramente são e se diferenciam como Marca de forma estratégica, o mercado constrói por ele e diz para todos. E esse é o risco invisível, que precisam tomar consciência. 


Marca pessoal como seguro estratégico


O tempo médio de permanência em cargos de CEO diminuiu globalmente. As transições tornaram-se mais frequentes, mais rápidas e, muitas vezes, mais abruptas sem o mesmo receio institucional que existia anos atrás. A lógica mudou.


Hoje, conselhos e acionistas operam sob pressão constante por performance trimestral. O CEO passa a ser avaliado em ciclos cada vez mais curtos, muitas vezes inferiores a dois anos, e em alguns contextos críticos, a tolerância pode se reduzir drasticamente quando resultados não aparecem no ritmo esperado.

O ponto mais delicado é este: nem sempre o resultado depende exclusivamente do CEO. Cenário macroeconômico, heranças estruturais, cultura organizacional, maturidade do time executivo, variáveis geopolíticas e decisões anteriores da própria governança influenciam diretamente o desempenho.

Ainda assim, a responsabilidade recai sobre quem ocupa a cadeira. Isso transforma o cargo em um espaço de alta exposição e baixa margem de erro. O CEO moderno não administra apenas estratégia, administra expectativa, pressão e risco reputacional simultaneamente.


Executivos que constroem reputação antes da necessidade atravessam ciclos com mais estabilidade. Quem ignora esse movimento reage tarde. A Marca Pessoal, quando estruturada com método, não é autopromoção. É arquitetura de proteção estratégica a curto médio e longo prazo, porque esse executivo leva para ele toda a reputação construída através dos locais por onde passa - o crachá fica mas a carreira e resultados caminham juntos. 


E, hoje, o LinkedIn é a principal infraestrutura dessa construção. Sempre acreditei nisso, desde 2005 e sigo acreditando quando, novamente envolve autenticidade e responsabilidade. 


Porque liderança não é apenas o que se faz dentro da empresa. É o que se sustenta publicamente sobre ela.


Referências


Weber Shandwick – CEO Reputation Study https://www.webershandwick.com/news/ceo-reputation-study/


5W Public Relations – Personal Branding: A CEO’s Most Powerful Asset https://www.5wpr.com/new/personal-branding-a-ceos-most-powerful-asset/




Harvard Business Review – Leadership https://hbr.org/topic/leadership

World Economic Forum – Reports & Leadership https://www.weforum.org/reports/


 
 
 

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